12.10.15

post aleatório

São três da manhã e estou aqui me questionando sobre os pqs da vida. Como o que vai passar que ainda não passou existe dentro da gente? Como passar pelo o que vai passar? Como entender o futuro vivendo o presente? Como te ver assim exposta p o mundo, te ver assim como te conheço, como você sempre foi? Como te ver agora nesse futuro louco? Não sinto que devo passar mas estou quase passando rápido, para entender melhor meu presente. Acordei de um sonho que não dormi, me vi aflita com milhões de perguntas planteadas em base a tudo que ficou para trás. Te vi aí, como está, e permaneço em silêncio tentando entender-te, mirar-te como alguém que te conhece mas não posso acreditar que te conheço, não posso mentir para mim.
A minha garganta secou e meu coração está sendo arrancado de uma maneira tão brusca que posso sentir de verdade. Olho em meu entorno e não me reconheço, sinto que estou cansada de forçar intimidade com esse espaço que me abraça mas é tão alheio ao que sou. Sinto falta de um boa noite que você nunca me deu mas eu já tive e sei o quanto é bom te-lo. Sinto falta da história que escrevi e não é sua, é minha. Dos embaraçosos domingos esparramados em uma cama branca, com um cheiro próprio, com os mesmos fios de cabelo de sempre, com a luz da janela entrando friamente em cima  de nós, criando uma atmosfera de sono, de domingos, de cansar só de olhar, cansar de ver tanta gente vivendo, ativas, embaixo de um sol dolorido e querer somente ficar onde estamos

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