Tenho mostrado em sala um vídeo do Nego Bispo, onde ele fala sobre a partilha do saber. Geralmente começo as minhas aulas com esse vídeo com o objetivo de falar sobre como, para mim, é importante trocar e propor espaços presenciais de conversas e partilhas. Toda vez que a gente se encontra presencialmente, é como se estivéssemos fazendo força contrária a toda a distância que as redes sociais nos impõem. Sinto que me nutro de uma maneira imensa quando estou em sala, com pessoas que desejam falar sobre suas imagens ou imagens alheias.
A escolha desse vídeo para abrir minhas aulas já diz muito sobre meu olhar para a troca, para a construção coletiva do saber e para o valor do encontro presencial. A partilha é um movimento contra a fragmentação que as redes sociais nos impõem—é como criar ilhas de presença e atenção num mundo que nos dispersa o tempo todo. Estar com outras pessoas, compartilhar experiências e falar sobre o que nos atravessa por meio das imagens me fortalece e me faz acreditar ainda mais na potência desse espaço.
Resolvi retomar meu blog sem muito pensar. Preciso manter registrando o que penso e compartilhando. Acho que essa vontade de troca que tanto falo em sala também precisa existir aqui, nesse espaço escrito. O que me move é essa necessidade de conversar, de entender as imagens como fios que nos conectam, e de registrar o que sinto e percebo nesse caminho.