pra nós, pessoas dissidentes, o prestígio e o reconhecimento estão muito além de um ego desenfreado. o que buscamos é existência. é sermos visíveis para não sermos apagadas.
quando penso na minha fotografia, e mais além, no meu arquivo, entendo que meu grito não é vaidade. é permanência. é não atravessar essa vida sem deixar vestígio.
tenho medo de que não se lembrem de mim no futuro. e talvez por isso eu insista tanto em produzir imagem. quero fazer parte ativa das referências do tempo que estou vivendo agora. quero inscrever meu corpo e os corpos que amo na memória do mundo.
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